TRÊS EMBAIXADAS EUROPEIAS À CHINA
Exposição
Até 21 de Abril de 2019

Comissário Jorge dos Santos Alves


A exposição Três Embaixadas Europeias à China possui como tema central a história dos contactos político-diplomáticos entre a Europa e a China ao longo de cinco séculos (de meados do século XIII a meados do século XVIII). Essa história teve múltiplos ciclos, avanços e recuos, entendimentos e rupturas, mas teve como constante o protagonismo de vários portugueses. Protagonistas que representavam o Estado português, outros estados europeus, o Papado, ou a cidade de Macau. São três destes protagonistas, Frei Lourenço de Portugal, Tomé Pires e Francisco Pacheco de Sampaio, que escolhemos para ilustrar a temática central da exposição. É em torno destes três protagonistas que se estrutura a exposição, por isso dividida em três núcleos.


Mais informações sobre a exposição em http://www.museudooriente.pt/3372/tres-embaixadas-europeias-a-china.htm#.XEb3seRCdes

Esta exposição comissariada por Jorge dos Santos Alves, nosso ex-bolseiro na década de 90 tendo participado no projecto de investigação, supervisionado por A.H. de Oliveira Marques, que culminou com a publicação dos vários volumes da História dos Portugueses no Oriente entre 1998 e 2003. Para além disso, também foi o responsável pela reedição anotada da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, publica em  em 2010 numa edição e 4 volumes.
A propósito desta exposição terá lugar um ciclo de conferências e um curso: 


Conferências


25 de Janeiro

18.00

António Vilhena de Carvalho
Num mundo diferente. Pacheco de Sampaio na China dos Qing, 1752-1753


Nesta conferência fala-se do mundo de Pacheco de Sampaio, no qual a Europa continua a ir à procura da Ásia, em novos moldes e com novos protagonistas. Um mundo em que já participam activamente a América e África, graças a novos caminhos marítimos, mais largos e mais rápidos. Um mundo no qual se começam a descortinar já as grandes mudanças que a Revolução Científica e a Revolução Industrial iriam trazer à escala global. Às quais a China da dinastia Qing não foi impermeável, como muitos ainda julgam.


António Vilhena de Carvalho é doutorando pela Universidade Católica Portuguesa (PiudHist, Programa Interuniversitário de Doutoramento em História) e possui um mestrado em Estudos Asiáticos e uma licenciatura em Direito pela mesma Universidade. Os seus trabalhos de investigação atuais centram-se sobre a China das primeiras décadas do século XX e sobre a imagem que ela projeta, à época, em países como Portugal e o Reino Unido.


 22 de Fevereiro
18.00
Jorge Santos Alves
O Primeiro Embaixador Europeu à Dinastia Ming – Tomé Pires (1517)


Nesta conferência fala-se do mundo de Tomé Pires, farmacêutico, quadro administrativo e diplomata, que se estendia desde Lisboa à China, mas tinha o seu epicentro asiático em Malaca. Malaca, centro importante do mundo poli-centrado que era o Estreito de Malaca, a autoestrada marítima de ligação entre o Mediterrâneo e o Índico, e o Mar da China. Agora, no mundo de Pires era a Europa que se aproximava da Ásia, em modo de conquista, mas também de comércio e diplomacia. A diplomacia que, em 1517, haveria de tornar Pires no primeiro embaixador de um Estado europeu à dinastia Ming, que governava a China desde 1368. Uma embaixada que deixou ecos no presente das mais variadas formas e que inspirou romancistas e artistas plásticos contemporâneos. E que se perpetua na toponímia da mais bem-sucedida criação do entendimento entre Portugal e a China, que é Macau.



Jorge Santos Alves é Professor Auxiliar Convidado da Faculdade de Ciências Humanas (Universidade Católica Portuguesa, Lisboa) e Coordenador do Instituto de Estudos Asiáticos ( e do Mestrado em Estudos Asiáticos da mesma universidade. É investigador-sénior do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (FCH-UCP) e foi professor convidado da Universidade de Macau (2003-2010), onde ensinou entre 1990 e 1996.




 29 de Março 
18.00
Cristina Costa Gomes
A Europa e a Pax Mongolica. A Embaixada de Frei Lourenço de Portugal (1245)
Nesta conferência mostra-se que a Ásia e o Médio e Próximo Oriente, se aproximavam da Europa, mesmo se através da expansão militar e territorial do Império Mongol. O mundo de frei Lourenço de Portugal é marcado pela abertura de um canal diplomático entre a Europa cristã, liderada pelo Papado, e o império mongol, mas também por trocas culturais e económicas à escala global, e nas quais mundo islâmico (na Península Ibéria, no Médio e Próximo Oriente e mesmo no Oceano Índico) era uma parte activa.


Cristina Costa Gomes é Mestre (2000) e Doutora (2008) em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Investigadora Integrada do Centro de Estudos Clássicos dessa Universidade. É docente, desde 1998, na Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva. Tem desenvolvido investigação e publicado diversos artigos e livros nas áreas de Relações Interculturais entre a Europa e a China (Sécs. XVI a XVIII), Renascimento e Humanismo em Portugal (Séc. XVI) e Paleografia e Edição de Textos (Sécs. XVI a XVIII).


Estas conferências serão de entrada livre, destaco a proferida por uma outra ex.-bolseira Cristina Costa Gomes, que em 1998, foi nossa bolseira tendo tido uma bolsa de estudo para um projeto de investigação intitulado Diogo de Sá – vida e obra – um humanista português com passagem pelo Oriente.






CURSO TRÊS EMBAIXADAS EUROPEIAS À CHINA – ROTEIROS DE UMA EXPOSIÇÃO



Sábados | 16, 23 e 30 Março | 15.00 às 16.30
Com Jorge Santos Alves, curador da exposição
Preço €40 | Participantes mín. 12, máx. 20
inscrições em http://www.museudooriente.pt/3466/curso-tres-embaixadas-europeias-a-china---roteiros-de-uma-exposicao-.htm#.XEbzauRCdes



Decorrendo na área expositiva, este curso de curta duração pretende proporcionar um roteiro explicativo de cada um dos três núcleos da exposição. Cada uma das sessões concentrar-se-á num dos núcleos, procurando mostrar o pano de fundo histórico-geográfico destas três embaixadas europeias enviadas ao Império Chinês: a embaixada do Papa Inocêncio IV ao império mongol (1245), de D. Manuel I à dinastia Ming (1517) e de D. José I ao imperador Qianlong (1752). Pretende-se ainda dar a conhecer o processo de construção científica e logística da exposição.

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