Himanshu

Himanshu Jindal

Bolseiro de Língua e Cultura Portuguesa, que esteve durante este ano lectivo atípico em Portugal. O bolseiro regressou recentemente à Índia, dadas as dificuldades em viajar que existem, neste momento, para fora do espaço europeu. Este estudante frequentou o nível intermédio e avançado e obteve excelentes classificações. Estes relatos mostram-nos quão importante são estas bolsas na vida dos nossos bolseiros.  Parabéns Himanshu pelo teu testemunho.

Foi depois de terminar o mestrado de cultura e literatura portuguesas da Universidade de Goa, na Índia quando me foi concedida, em Junho 2019, uma bolsa pela Fundação Oriente para frequentar o curso anual de Língua e Cultura Portuguesas, na Universidade de Coimbra durante o ano letivo 2019-20. Vim para Portugal, em Setembro 2019, com muitos planos, sobretudo, de melhorar o meu conhecimento da língua portuguesa e para ter novas experiências de vida. Como Portugal é um país muito diferente da Índia, gostei de quase todas as coisas, porque quase tudo foi novo para mim.


Na ponte Pedro e Inês com Coimbra por trás

 

Durante a minha estadia em Portugal, morava na Rua Ferreira Borges, uma das ruas principais de Coimbra que está sempre cheia das pessoas. Naquela casa, eu tinha colegas portugueses, brasileiros, italianos e equatorianos que me permitiram aprender um pouco das culturas de cada um deles e também me permitiram compartilhar a minha cultura com eles. Além de trabalhar nas aulas, tive a oportunidade de fazer muitas coisas diferentes muitas das quais eu nunca tinha feito antes, por exemplo: estudar online; provar vários vinhos, designadamente, do Porto, do Alentejo e do Douro; encontrar a cantora portuguesa Bárbara Tinoco; aproveitar o Natal e a passagem do Ano Novo; até passar uma noite numa casa de xisto na Lousã, etc. Aconteceu-me, às vezes, entrar nas lojas só para praticar o português e não para comprar nada. Sendo vegetariano, um pequeno desafio para mim foi a comida. Por esta razão, não consegui aproveitar a gastronomia portuguesa no seu todo, contudo não perdi a oportunidade de provar a doçaria portuguesa como o Pastel de Belém, o Bolo Rei, as Brisas do Lis, etc.

Em passeio pela cidade do Porto

Em passeio pela cidade do Porto



 
















Nestes meses em Portugal, conheci várias cidades, em particular, o Porto, Lisboa, Aveiro e Coimbra sobre as quais só tinha estudado nos livros. Embora a pandemia tenha afetado algumas viagens, não lamento muito. Se não houvesse esta situação difícil, viajaria mais para conhecer melhor o país, mas fiquei contente por conseguir, pelo menos, conhecer as cidades principais. Tenho a certeza que a minha paixão pela língua vai trazer-me outras oportunidades de vir a Portugal, novamente no futuro. Durante dois semestres, fiz muitos amigos no curso. A maioria deles foram chineses mas também coreanos, japoneses e norte-americanos. Além disso, em Portugal, encontrei o outro eu que estava dentro de mim. O eu que vive de uma maneira diferente.
Com os colegas  da Universidade


Passei uns meses muito diferentes e inesquecíveis da minha vida em Portugal. Adorei esta experiência fantástica, por isso, gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os meus professores, à Fundação Oriente, ao Instituto Camões e à Embaixada de Portugal porque sem a ajuda de todas eles, não seria possível ter essa nova experiência. Foi a Fundação Oriente que sempre acompanhou a minha situação durante a pandemia de Covid-19. Enfim, vou regressar para Índia com as malas não só cheias de memórias e recordações, mas também de SAUDADES. A frase encantadora do fado de Coimbra “Amanhecer” diz “Coimbra é a cidade que entrou dentro de ti...” e acho que sim, na realidade, esta cidade dos doutores é a cidade que entrou dentro de mim.    


 
Em passeio por Lisboa

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