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Testemunho de ex-bolseiro  Rui Oliveira Lopes



No passado dia 23 de Novembro o Museu do Oriente organizou um encontro com bolseiros e ex-bolseiros para comemorar os 30 anos da Fundação Oriente e os 10 anos do Museu do Oriente. Um dos momentos altos deste evento foram os testemunhos apresentados pelos nossos ex-bolseiros. Um deles  foi o texto enviado por Rui Oliveira Lopes.  Rui Oliveira lopes vive no Brunei Darussalam, onde exerce o cargo de professor assistente na Faculty of Arts and Social Sciences da Universiti Brunei Darussalam. Foi bolseiro de Doutoramento entre 2007 e 2010

Bandar Seri Begawan, 15 Novembro 2018
Nos meus tempos de estudante universitário, quando me encontrava no primeiro ano do curso de história na Universidade Autónoma de Lisboa, li no “Diário de Notícias que a Fundação Oriente se preparava para abrir o Museu do Oriente. Até esse dia, nunca tinha imaginado a possibilidade de ter um emprego relacionado com o estudo da história ou da história da arte. Inscrevi-me no cu…
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Número de bolsas de estudo por nacionalidades

Este gráfico elucida-nos sobre os números de bolseiros e nacionalidade respetivas. Temos um conjunto de bolsas atribuídas a 22 nacionalidades diferentes ao longo destes 30 anos. Destacam-se os portugueses, uma vez que a Fundação Oriente está sediada em Portugal, é lógico que as nossas atividades sejam mais procuradas pelos nacionais. Aos portugueses seguem-se outras 3 nacionalidades:Chineses, Indianos e Coreanos. 
Contudo, o maior destaque vai para os bolseiros de nacionalidade portuguesa e chinesa, o que aliás, corresponde aos objetivos da Fundação, consignados nos Estatutos. 
A soma de todas as nacionalidades, tirando os portugueses e chineses ( que no conjunto são 516 bolseiros), são um número total inferior ao número de bolsas concedidas a chineses – 178 bolseiros de outras nacionalidades.

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Workshop de roda de oleiro  Ricardo Lopes
O nosso ex-bolseiro Ricardo Lopes desenvolve o seu trabalho como oleiro, foi por duas vezes nosso bolseiro de curta duração para duas deslocações à China e à Índia, sempre no âmbito do seu trabalho em cerâmica e  desenvolve desde há alguns anos um trabalho em cooperação com o Museu do Oriente de organização de workshops de aprendizagem da técnica da Roda de Oleiro.




Segunda a sexta | 3 a 7 Dezembro e de 10 a 14 Dezembro | nível 1 e Nível 2
Horário | 18.00 às 21.30
Participantes | máx. 6
Preço | €180

Com uma longa e ilustre tradição no Oriente, a roda de oleiro é uma das técnicas proeminentes da arte cerâmica. Ao assentar no contacto directo e sensível da matéria-prima, estimula a criatividade e poder de expressão individual. Ao longo de seis sessões, este workshop vai dar a conhecer os passos fundamentais na técnica da roda de oleiro, tais como conformação, forma e acabamento. Os conteúdos programáticos
 incluem uma breve história da cerâmica (orig…
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Exposição 30 anos do Programa de Bolsas de Estudo da Fundação Oriente
inaugurada no dia 23 de Novembro de 2018 no encontro dos bolseiros



Fotografia de Claúdia Varejão e texto introdutório


 Vitrina com catálogos de exposições de antigos bolseiros


 pintura de Nuno Mendoça 

Visão geral da exposição

Fotografias de Pedro Duarte Bento

Exposição de vários números da Revista Oriente com artigos de ex-bolseiros, para consulta no local

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O LONGO PROCESSO DE AUTODETERMINAÇÃO DE TIMOR-LESTE
CONJUNTURAS, EVENTOS, ACTORES (INTER)NACIONAIS

28 Novembro, data da Proclamação Unilateral de Independência
Quarta | 10.00 às 18.00 | Entrada gratuita, mediante inscrição
Coordenação Científica | Rui Feijó e Pedro Aires Oliveira






Com a Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974, deu-se o primeiro passo no longo e conturbado processo de autodeterminação de Timor-Leste. Logo no ano seguinte, os esforços por encontrar uma solução aceite pelas organizações representativas dos timorenses falhou com estrondo, e a ocupação do território por forças da República Indonésia que teve lugar a 7 de Dezembro de 1975 haveria de durar 24 anos. À luz do direito internacional, Timor-Leste permaneceu como “território não autónomo sob administração portuguesa”. E a Constituição da República Portuguesa assumia o compromisso de garantir um processo de verdadeira autodeterminação para Timor. Até que em 30 de Agosto de 1999, uma “consulta popular” organizada…
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Maria Augusta Lima - estágio de cerâmica japonesa no Kyoto National Museum

Estou no Japão há cerca de dois meses a estudar cerâmica japonesa no Kyoto National Museum. Sendo admiradora da cultura japonesa desde há muito, parti com uma ideia, porventura algo preconceituosa, do que me esperava na “terra do sol nascente”: organização e regras para tudo, polidez no trato, um certo conservadorismo, e, claro, uma limpeza extrema. Ao mesmo tempo sabia que iria encontrar um país com uma sensibilidade estética muito particular, com a qual me identifico, e cujas origens desejava conhecer melhor.
No Museu a recepção não poderia ter sido mais acolhedora. Receberam-me com um “bom dia!” pois tinham preparado uma folha com várias expressões em japonês traduzidas para português. Nesse dia perdi a conta às vénias que fiz e aos cartões de visita que distribui, já agora deixo uma recomendação a quem vai para o Japão, não esquecer os cartões de visita! Esta é uma das tais regras de etiqueta incontornáveis,…